Muitas vezes digo que tenho uma arca frigorífica no lugar do coração, não por ser uma pessoa má ou mesquinha mas porque já há algum tempo que o deixei de sentir bater, o seu calor. Guardei-o tão bem num cantinho, conservado num trono gelado, que me esqueci que o tenho.
Pobre coitado já lutou tantas e tantas guerras, sempre na frente de batalha ...precisava de paz para poder cicatrizar as suas feridas.
Sem coração, tal mulher de lata, sigo hoje o meu caminho. Afasto as pessoas que me querem, afasto-me (quase que fujo!) das pessoas que quero...mecanismo de defesa de um cérebro cansado e de um coração hibernado e em convalescença.
Hoje fugi. Não tenho coragem de verbalizar o que realmente sinto, o que realmente quero. Perdi a minha oportunidade, mais uma vez. O meu pensamento atrapalha-me, as ideias surgem soltas toldando-me o discernimento e, sim, perdi a minha oportunidade. Já não há maneira de voltar atrás...
Sombra gentil e doce, toca-me o peito, aquece-me, cura as minhas feridas. Segura-me as mãos quando tiver medo e quando sentires que tremo hesitante, puxa-me que eu salto contigo este precipício. Não me deixes fugir...agarra-me e o meu trono de gelo derreter-se-á.
Não me deixes fugir...estou cansada de fugir...não quero mais fugir...
Pobre coitado já lutou tantas e tantas guerras, sempre na frente de batalha ...precisava de paz para poder cicatrizar as suas feridas.
Sem coração, tal mulher de lata, sigo hoje o meu caminho. Afasto as pessoas que me querem, afasto-me (quase que fujo!) das pessoas que quero...mecanismo de defesa de um cérebro cansado e de um coração hibernado e em convalescença.
Hoje fugi. Não tenho coragem de verbalizar o que realmente sinto, o que realmente quero. Perdi a minha oportunidade, mais uma vez. O meu pensamento atrapalha-me, as ideias surgem soltas toldando-me o discernimento e, sim, perdi a minha oportunidade. Já não há maneira de voltar atrás...
Sombra gentil e doce, toca-me o peito, aquece-me, cura as minhas feridas. Segura-me as mãos quando tiver medo e quando sentires que tremo hesitante, puxa-me que eu salto contigo este precipício. Não me deixes fugir...agarra-me e o meu trono de gelo derreter-se-á.
Não me deixes fugir...estou cansada de fugir...não quero mais fugir...
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