"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

23 de janeiro de 2015

Opinião - "Destroços", de James Bradley

Destroços
de James Bradley
Edição: 1ª - 2011
Páginas: 328
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722344746
Colecção: Grandes Narrativas # 487
Categoria: Ficção



Sinopse:
Há sete anos que o arqueólogo David Norfolk procura os restos de uma caravela portuguesa do século XVI que teria naufragado no Sudoeste da Austrália. A descoberta dos restos da nave comprovaria a tese de David, segundo a qual dois séculos antes de James Cook os Portugueses teriam desembarcado naquele continente. No entanto o que ele encontra sepultado na areia é algo bem diferente... O autor entretece com mestria, no desenrolar do enigmático enredo, uma sólida base de investigação histórica.


Quando li a sinopse deste livro fiquei bastante curiosa. Apesar de ser uma obra de ficção, prometia uma base de investigação sobre se teriam os Portugueses sido os primeiros a chegar ao continente Australiano. Tinha tudo para ser um livro perfeito para mim: bases históricas, mistério, investigação e, claro, as possíveis peripécias dos navegadores portugueses.

Deveras enganador. Se pensam que irão encontrar uma intrincada história sobre a descoberta da Austrália pelos Portugueses, desenganem-se! O pano de fundo realmente é este mas o que vamos vendo é o envolvimento das três personagens principais (David Norfolk, um arqueólogo que acredita piamente, contra todos, que existe um navio português enterrado algures sobre as areias da costa da Austrália; Claire, advogada, médica e paixão antiga e mal resolvida de David; e Kurt Seligmann, um velho eremita que vive isolado do mundo numa cabana perdida no meio das dunas) numa viagem ao passado de um deles . O envolvimento forçado dos três acaba por desencadear um reacender de memórias recalcadas em todos eles e pouco mais... 
Ah, pelo meio vão aparecendo excertos de crónicas e cartas de navegadores da época em que surgem pormenores de viagens e de naufrágios de alguns navios numa terra que pode, ou não, ser a Austrália. Não convence.

Por outro lado, se lerem o livro sem quaisquer expectativas e gostarem de introspecção e drama q.b., até poderá ser uma leitura aprazível.

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