"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

21 de novembro de 2015

Book Nerd Problems # 3 (Não necessariamente por esta ordem)

Qual é coisa qual é ela que me faz tirar do sério e me deixa... sei lá... amarela?
Gralhas! E estou a ser simpática ao chamar-lhes "gralhas", pois o correcto seria mesmo "erros ortográficos".


De certeza que já vos aconteceu começar a ler um livro e pensar "Uau! É mesmo interessante!" e de repente, sem dó nem piedade, encontram uma palavra sem uma letra pelo meio ou no final. Os pêlos da nuca ficam eriçados mas acabas por desvalorizar, afinal, erros acontecem. A leitura continua, a pequena gralha foi esquecida e, eis senão quando, encontras uma palavra com letras a mais. Mau. Problemas na tipográfica? Problemas na revisão ortográfica? Enfim, não é muito grave. Algumas páginas mais à frente, *PAM*, outra palavra mal escrita. Isto não está a acontecer. Voltas a ler a palavra e o erro continua lá. Repetes este processo mais três vezes e o resultado é o mesmo. Mas que raio? O meu computador da idade pedra chateia-me a cabeça quando escrevo uma palavra sem ser de acordo com o (des)acordo ortográfico e os computadores da malta que faz revisões a textos deixam passar isto? Será que não usam computadores? Ah, se calhar utilizam o método old school - papel e caneta e passam o documento final à máquina (entenda-se, máquina de escrever, daquelas engraçadas que, às vezes, encravava as teclas). Continuando. Vais a meio do livro e já te passaram tantas gralhas pela vista que só tens vontade de voltar ao início, pegar numa caneta e começar a corrigir todos os erros que encontraste. Controlas-te. O teu olho direito começa a saltitar, dás por ti a coçares-te nos intervalos em que não estás a roer as unhas com os nervos. Esquece. O livro voa direitinho para cima da cama e precisas de um minuto para respirar fundo. Como é que é possível?! Estariam bêbados quando leram isto? Houve sequer uma revisão? Oh, por amor da Santa!

Devo dizer (e agradeço aos deuses dos livros por isso) que não tenho encontrado muitas gralhas ultimamente. Elas existem, mas já não são tão óbvias ao ponto de me chatear profundamente. Ou, talvez, esteja a escolher os livros "bons" para ler, não sei.

O pior livro de todos os tempos, que me levou ao desespero pela quantidade de gralhas que encontrei e o qual levei, à vontade, 1 ano para acabar de ler foi Os Livros de Vidro dos Devoradores de Sonhos, de Gordon Dahlquist, editado pela Bertrand. A história em si até é engraçada, mas aquela revisão ortográfica é de bradar aos céus! Frustrados por lerem uma história da treta, imaginem uma que em 10 palavras, 4 estão mal escritas. Ah, pois é...

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