"Life feels like a midnight ride..." - SOAD

29 de junho de 2016

Divulgação - Livro "Contra as Ordens de Salazar", de Pedro Prostes da Fonseca

Contra as Ordens de Salazar
de Pedro Prostes da Fonseca

Edição: 2016
Páginas: 208
Editor: Matéria Prima
ISBN: 9789897690617
Categoria: Não-Ficção; História



Poderia dizer tanta coisa sobre como adoro História, principalmente a de Portugal, sobre o tema ou sobre o livro em si, mas quem melhor do que o próprio autor para nos passar a verdadeira essência desta obra?
Nesta minha aposta em escrever sobre o nosso passado, a preocupação não é a de fazer best-sellers. Se assim fosse, seguia outro caminho, porventura mais cómodo e mais rentável financeiramente. É o de ajudar a divulgar o país que fomos.
Assim tentei nos meus primeiros dois livros. Assim tento com este ("Contra as Ordens de Salazar"), que sai na passagem dos 80 anos sobre o início da Guerra Civil em Espanha. Naquele ano de 1936, quando as tropas de Franco começaram a chegar à zona de fronteira do lado de lá, fuzilando por fuzilar. Quando milhares de espanhóis escaparam para Portugal para não serem, também eles, mortos sem piedade.
Estes refugiados foram auxiliados por portugueses que sabiam estar a arriscar a liberdade. Ajudavam a troco de nada os seus vizinhos, conhecidos nos negócios do contrabando ou ligados por laços familiares (ou não os conhecendo de todo), escondendo-os em casa, em palheiros, em túneis ou alçapões. Falei com espanhóis e portugueses cujos familiares estiveram nos dois papéis: de fugitivos e de salvadores.
É uma história perigosa “do gato e do rato” pouco conhecida e que “mete” um herói, Augusto de Seixas, tenente da guarda-fiscal, que salvou da morte centenas de homens, mulheres e crianças, ao colocá-los, à revelia das autoridades, num comboio para Lisboa, onde embarcaram num navio rumo a Tarragona, na Catalunha, na altura ainda sob controlo dos republicanos. Muitos destes refugiados acabaram por escapar para França; outros morreram de armas na mão a defender a democracia.
Há também um espião, húngaro, Arthur Koestler, que só ele daria um livro. As suas aventuras como enviado a Espanha, passando por Portugal, são as de um homem feito mais de loucura do que de medo. Através dele, ganha-se maior consciência do jogo dos nossos governantes e do dia-a-dia daquela terrível guerra. Dá, por outro lado, um “toque” de thriller que os meus outros livros não tiveram.
Estou confiante no meu trabalho. Tenho, afortunadamente, dos melhores especialistas no século XX “ao meu lado”: Irene Flunser Pimentel (autora do prefácio) e Fernando Rosas (que irá apresentar o livro no dia 14).

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